Em feito inédito, dois estudantes de Extrema alcançam medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática

Para muitos, aprender matemática é um grande desafio. No contexto educacional, a matéria exige esforços conjuntos entre aluno, escola e família para a plena aprendizagem. Visando estimular e promover o estudo dessa área, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas chegou neste ano em sua 15ª edição e a cidade de Extrema teve destaque, com dois alunos alcançando o maior grau de premiação, a medalha de ouro.

Takeshi Matsunaga, 18, foi um dos ganhadores. Terminando o terceiro ano do ensino médio, o estudante encerra o ciclo escolar com chave de ouro. Aluno da Escola Estadual Odete Valadares, ele afirmou que a medalha foi uma surpresa, porém algo que queria muito. “Sendo meu último ano na Odete Valadares, eu queria deixar como presente uma medalha de ouro, já que a de prata conquistei ano passado e a de bronze conquistei no ensino fundamental, em outra escola”, contou.

O outro ganhador foi Luiz Rodolfo Rodrigues, 13. No 7° ano do ensino fundamental, Luiz Rodolfo, que estuda na Escola Municipal Evandro Brito da Cunha, afirma que não esperava o ouro nesta edição da prova. “A ficha ainda não caiu, eu estava esperando no máximo uma prata, já que ganhei a de bronze no ano passado”.

As duas premiações são inéditas na cidade e as escolas também estão comemorando. “É um feito notável para o aluno, para sua família, para a Escola Estadual Odete Valadares e para Extrema. Um orgulho para todos nós”, comemorou a diretora da escola, Mônica Kurihara.

Ricardo Simões, diretor da E.M. Evandro Brito, também expressou seu orgulho pela conquista de Luiz Rodolfo. “A conquista nos traz a sensação de dever cumprido e a certeza de que estamos trilhando os caminhos corretos dentro da escola. Os bons resultados em avaliações externas como esta legitimam as convicções que a equipe escolar tem e que pautam as suas ações pedagógicas.”

Os responsáveis pelas instituições de ensino também destacaram o esforço individual dos ganhadores das medalhas. Mônica afirma que Takeshi sempre se mostrou dedicado aos estudos. “A medalha de ouro não é mera coincidência ou sorte, é uma medalha que contou com o esforço do aluno que estudou através do PIC (Programa de Iniciação Científica destinado aos medalhistas da OBMEP) e também pelas atividades extras com sua professora de matemática Sandra Forster”, pontuou.

No caso de Luiz Rodolfo não foi diferente. O adolescente também destacou a importância dos professores Paulo Henrique, da Evandro Brito, e Juliana, do PIC, neste processo. Em mesma medida, o diretor Ricardo completou “é nítida sua dedicação à escola e o estímulo que o Luiz Rodolfo recebe da família. Essa medalha foi sonhada por ele. Ele traçou seu objetivo e correu atrás, se dedicou, se preparou e fez. “Plantou e colheu”. Por tudo isso, externo a ele, meus sinceros parabéns!”, finalizou.

Luiz Rodolfo conta que sempre gostou de matemática, já Takeshi afirma que foi um longo processo. “Comecei a gostar através de bons professores que tive, que me incentivaram a estudar mais, com isso me apaixonei pela matemática”, conta.

Já em relação à prova, ambos os estudantes concordam que a OBMEP vem como um incentivo para todos os alunos. “É um desafio que me levou a querer estudar ainda mais e conquistar, não só para mim, mas para meus professores, minha escola e minha cidade, podendo incentivar outros a quererem isso também”, relata Takeshi. Luiz Rodolfo acredita no potencial da prova para despertar o interesse dos demais estudantes pela área. “Quem sabe com ela, as pessoas passem a ver a matemática com bons olhos”, comenta.

Além dos dois medalhistas de ouro, outros estudantes extremenses alcançaram excelentes resultados na prova, são eles: Arthur de Morais Costa, Beatriz Machado Herrera, Bianca Batista de Souza, Karen Azevedo e Paiva Marques, Marques Vieira Cabral e Michel da Silva Oliveira, no nível 1; Brenda Leticia do Couto Fagundes, Gabriel Jacob Silva, Gabriel Machado Lopes, Isabele Vitoria Agostini, Julia Pereira Castilho, Matheus Silveira Vaconcelos, Rafael dos Santos Tasso e Ryam Mohhamed Marques Rodrigues, no nível 2; e Caio Luiz Goncalves, Derick Henrique de Paula Sousa, Douglas Vinicius Cezar do Prado, Eduarda Fernanda de Morais, Leticia de Lima Oliveira, Luca Gabriel Lopes Pereira e Nathan Bueno Oliveira no nível 3.

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