Saúde do homem: pesquisa revela que mais de um terço dos homens brasileiros não vão ao médico anualmente

Nesse cenário, 37% dos entrevistados com até 39 anos e 20% daqueles com 40 ou mais admitem só procurar o profissional quando se sentem mal

O homem brasileiro cuida pouco de sua saúde. Esse é um dos resultados da pesquisa “Um Novo Olhar para a Saúde do Homem”, realizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida e a revista SAÚDE, com metodologia e análise da área de Inteligência de Mercado do Grupo Abril, com o apoio da farmacêutica Astellas Farma Brasil. Os resultados do estudo foram divulgados em evento aberto que leva o mesmo nome da pesquisa realizado em 14 de agosto no Complexo Aché Cultural, em São Paulo (SP). A pesquisa ouviu mais de 2.400 homens entre junho e julho de 2019, e traz um panorama que permite vislumbrar avanços e desafios na adoção de um estilo de vida saudável, no acesso ao médico e ao sistema de saúde, na realização de exames e na adesão a cuidados importantes, particularmente, no contexto da doença cardiovascular e do câncer de próstata.

“A pesquisa traz um recorte relevante sobre a percepção do brasileiro em relação ao tema e uma luz para que todos nós envolvidos – profissionais de saúde, governo, pacientes e entidades de saúde – possamos propor e criar políticas públicas capazes de melhorar a qualidade de vida da população masculina”, explica Marlene Oliveira, fundadora e presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida.

Quando o foco da pesquisa é o câncer de próstata, apesar de o urologista ser visto pela maioria dos participantes (37%) como o médico do homem, 59% não costumam ir a esse profissional. Na leitura por faixa etária, o uso da rede pública ou privada e região, chama a atenção que quase metade do público com 40 anos ou mais não tem o hábito de ir ao urologista e o percentual se eleva para 58% entre os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e para 54% no Sul do Brasil.

O levantamento ainda mapeia a presença de sintomas que podem demandar a consulta com o especialista: 48% dos homens relatam ter de urinar várias vezes ao dia; 37% apontam gotejamento; 30%, necessidade de ir duas ou mais vezes ao banheiro à noite; 22%, perda de desejo sexual; e 20%, problemas de ereção. Há uma oportunidade e necessidade de aproximar mais o paciente do urologista – e vice-versa.

Os entrevistados demonstram conhecimento sobre o câncer de próstata, mas ainda não estão esclarecidos sobre alguns pontos: 54% concordam ou não sabem dizer que o exame de PSA é suficiente para detectar a doença e 75% discordam ou ignoram que o rastreamento em negros deve começar mais cedo. Ainda que 25% dos respondentes apontem ter um familiar próximo já diagnosticado, 36% dos participantes com 50 anos ou mais não costumam ir ao urologista — 10% nunca realizaram o PSA e 35% nunca passaram pelo toque retal. Os números pioram no contexto do SUS. O principal motivo apontado para não se submeter aos exames é a falta de indicação por um médico. Informação e acesso são as peças-chave para melhorar esse cenário. “A pesquisa Um Novo Olhar para a Saúde do Homem traz informações ricas para ajudar a entender o que os homens sabem e fazem em relação à saúde. Dados que poderão nortear condutas e estratégias para os brasileiros cuidarem mais da sua saúde”, explica Roberto Soler, Diretor Médico da Astellas Farma Brasil.

Cientes de que os problemas cardiovasculares são a principal causa de morte no país e de que se desenvolvem por anos sem dar sintomas, a pesquisa identifica lacunas de conhecimento e comportamento alarmantes. Mais da metade dos entrevistados não se sente plenamente bem do ponto de vista cardiovascular e apontam ter hipertensão, colesterol alto e excesso de peso. O que preocupa ainda mais, porém, é que 43% dos homens não costumam fazer exames cardiológicos e somente 32% dos usuários da rede pública com 40 anos ou mais realizam esses exames pelo menos uma vez ao ano. Embora os entrevistados reconheçam os fatores de risco e sintomas de eventos cardiovaculares, só 39% expressam que iriam imediatamente ao médico na presença de dor no peito, por exemplo.

A pesquisa ainda trouxe resultados pouco explorados, principalmente no campo da saúde mental. Um dado expressivo mostra que 95% dos participantes relatam ter experimentado recentemente sentimentos negativos, que vão de ansiedade e preocupação excessiva com família e finanças a tristeza e depressão. A ansiedade é o principal entrave mental apontado: 63% dos entrevistados conviveram com ela nos últimos meses.

A sensação de depressão é acusada por 23% da amostra. Dialoga com esses achados o fato de que estar bem emocionalmente figura como o maior desafio para uma vida saudável encontrado na pesquisa: é apontado por um terço do público, e os números se tornam mais significativos entre os mais jovens e homossexuais ou bissexuais.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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