Sem acordo, caminhoneiros seguem em seu quarto dia de greve

posto extrema

Os bloqueios continuam nas rodovias e grevistas continuarão com os protestos até sexta-feira

As paralisações de caminhoneiros chegam ao 4º dia e os efeitos da greve estão afetando todo o país, principalmente no que diz respeito à distribuição de combustível.

Nossa região já sente o impacto da greve. Os postos de gasolina em Extrema e Itapeva já estão sem combustível para atender a população. Alguns mercados já sofrem com a falta de abastecimento de alimentos. Está sendo uma corrida aos mercados e postos de combustível em toda região.

Caminhoneiros em Bragança já paralisaram a Avenida Dr. Plínio Salgado, próximo ao Poupa Tempo e também o Lago do Taboão. Os manifestantes disseram que só será permitida a passagem de carros de passeio sem carga, ambulâncias, transporte de pacientes e viaturas policiais.

Em Itapeva os caminhoneiros estão concentrados no Posto da Polícia Federal e no posto do Paulinho e disseram que após as 14h vão fechar a Rodovia Fernão Dias e não deixaram passar nenhum veículo.

A Auto Viação Cambuí fez uma nota de esclarecimento, dizendo que por conta da greve dos caminhoneiros, teve que adotar medidas para economizar combustível e continuar atendendo a todos os seus passageiros. Reduzindo alguns horários, dos quais são:

Extrema X Bragança Paulista: 06h/ 14h40 /15h40 / 20h40

Mas, acrescentou o horário às 16h40 de segunda-feira a sábado.

Bragança Paulista X Extrema: 9h15 / 16h55 / 20h

Extrema X Pouso Alegre: 06h

Pouso Alegre X Extrema: 08h45

Cambuí X Córrego do Bom Jesus: 17h10 / 20h45

Córrego do Bom Jesus X Cambuí: 17h25 / 21h00

Bom Repouso X Cambuí:  10h30 / 17h

Cambuí X Bom Repouso: 9h30 / 18h

Cambuí X Gonçalves: todos os horários de segunda, quarta e sexta-feira

Portanto, todos estes horários estão suspensos até que a situação esteja normalizada.

Nesta quinta-feira, um novo encontro entre Governo e caminhoneiros deverá ocorrer para discutir o assunto. Um dos problemas na definição do preço do combustível são tributos estaduais que incidem sobre o produto, como o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). E cada Estado cobra a tarifa que bem entende. Por isso, o Senado iniciou a discussão de um projeto de resolução para limitar a incidência o ICMS em 18% sobre o preço final da gasolina. Hoje, o teto para a incidência desse imposto é de 30%. A proposta ainda não obteve o número mínimo de apoio para começar a tramitar. Faltam cinco votos para atingir os 41 mínimos para iniciar sua votação.

A última vez que caminhoneiros conseguiram tamanha adesão foi em 1999, durante o Governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Naquele ano, 700.000 caminhoneiros protestaram pelas estradas por quase uma semana também por conta do reajuste do preço do óleo diesel. O movimento só acabou depois que FHC decidiu colocar as Forças Armadas para desbloquear as estradas. Questionado se o Governo pretendia intervir nas rodovias, o ministro da Casa Civil disse que a gestão Temer prefere dialogar do que usar a força. “Esse é o Governo do diálogo, da negociação. Queremos achar a melhor solução para toda a população”.

Na esfera judicial, no entanto, a gestão Temer já começou a agir. A Advocacia Geral da União ingressou com 26 ações para o desbloqueio de rodovias. Até às 20h30 desta quarta-feira, nove foram julgadas favoravelmente ao Governo e determinando a liberação das estradas nos Estados de Minas Gerais, Paraná, Goiás, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. (fonte: www.brasil.elpais.com ).

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