Volta às aulas ao ar livre – como levar o conteúdo da teoria à prática

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Projeto Semeando Água desenvolve programação em viveiro-escola do IPÊ para alunos e aborda desde biodiversidade, biomas, ação do homem e medidas para contribuir com a conservação da natureza

Conhecer na prática é o conceito implícito nas atividades desenvolvidas no viveiro-escola do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas. Neste ano, com o projeto Semeando Água, uma realização também do IPÊ, patrocinada pela Petrobras, através do programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal, o viveiro segue recebendo os estudantes de Nazaré Paulista, onde está localizada a iniciativa, e também de mais sete cidades que integram o Sistema Cantareira: Mairiporã, Joanópolis, Piracaia e Bragança Paulista em São Paulo, Itapeva, Extrema e Camanducaia, em Minas Gerais.

São municípios parceiros do Semeando Água que têm como uma das frentes de trabalho a conservação e a restauração florestal em áreas prioritárias para a melhoria da regulação e da qualidade de água, como margens de rios e nascentes.

Articular o conteúdo apresentado em sala de aula com a experiência no viveiro reforça o aprendizado relativo ao crescimento das árvores, biomas, biodiversidade, serviços ecossistêmicos e questões sociopolíticas, como a Agenda 2030 – plano de ação assinado por 196 países com 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e 169 metas. 60 espécies de árvores nativas são cultivadas no viveiro do IPÊ, o que soma esforços na direção do Objetivo 15 Vida Terrestre – da Agenda 2030 sobre proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.

A equipe de educação ambiental do IPÊ liderada por Andrea Pupo, coordenadora da área, desenvolveu o programa com o propósito de apresentar conhecimentos que uma vez assimilados passam a fazer parte do dia a dia dos alunos. A medida, ao mesmo tempo busca sensibilizar os jovens quanto à importância da conservação das áreas naturais. “Vamos mostrar aos estudantes os vários tipos de sementes, como elas são dispersadas pelas plantas, a germinação e os estágios de desenvolvimento. É interessante que as crianças tenham conhecimento sobre a relação entre a fauna e a flora locais e informação para diferenciar uma árvore nativa de uma exótica, como o eucalipto, por exemplo. No viveiro, elas aprendem o que é biodiversidade na prática, sentindo cheiros, percebendo texturas, formatos, tocando nas plantas”, afirma.

As descobertas no local também ampliam o conhecimento e despertam o interesse por novos assuntos que podem ser aprofundados em sala de aula, tornando o aprendizado mais dinâmico. Durante a visita, a importância da preservação também tem lugar especial no programa. “Deixamos claro que com os viveiros não conseguimos resolver todos os problemas ambientais que a humanidade vem causando. Não adianta cortar uma árvore pensando depois em ir até o viveiro mais próximo adquirir uma muda e plantar. No viveiro do IPÊ são cultivadas cerca de 60 espécies de árvores, mas na Mata Atlântica existem mais de 300 e para muitas delas ainda não conhecemos a tecnologia capaz de fazer com que germinem e cresçam em viveiros. Conservar é fundamental”, destaca Andrea Pupo.

Professores podem programar a visita da sua turma ao viveiro do IPÊ, enviando e-mail para andrea_pupo(@)ipe.org.br  ou ligando para (11) 97297-3516. A equipe do IPÊ recomenda uma turma por vez, como forma de garantir a participação ativa de todos os alunos nas atividades.

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